Apostas sobre invasão da Venezuela geram crise na Polymarket
Como intermediária, a Polymarket não assume posições financeiras nos mercados que hospeda, atuando apenas na conexão entre apostadores e na definição oficial dos resultados, com base em suas regras internas e em fontes consideradas confiáveis.
Lucas Mendes em 8 de janeiro de 2026

Crédito da imagem: Reprodução
A Polymarket, plataforma de apostas mundialmente conhecida no cenário, voltou ao centro do debate internacional após se recusar a pagar apostas que previam a invasão dos Estados Unidos à Venezuela. A decisão da plataforma ocorreu após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças especiais americanas, no início de janeiro, e gerou forte reação entre usuários da plataforma.
De acordo com a Polymarket, a operação militar não se enquadra na definição de “invasão” prevista nos termos do mercado. Segundo a plataforma, o mercado só poderia ser pago se os Estados Unidos iniciassem uma ofensiva com o objetivo de assumir controle sobre parte do território venezuelan, o que, na avaliação da plataforma, não aconteceu.
A interpretação da Polymarket logo causou indignação entre os apostadores, que argumentam que a entrada de tropas estrangeiras, a retirada forçada de um chefe de Estado e a interferência direta na condução política do país caracterizariam, na prática, uma invasão. A polêmica ganhou ainda mais força após a revelação de apostas altamente lucrativas feitas dias antes da operação, como noticiamos em nosso Portal.
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Como noticiamos, uma conta anônima apostou mais de US$32 mil na queda de Maduro até janeiro de 2026, quando a probabilidade do evento era de apenas 7%. Com a captura do presidente, a aposta foi liquidada, gerando lucro superior a US$400 mil.
A mesma conta também lucrou ao apostar exatamente na presença de tropas americanas na Venezuela e em movimentações institucionais ligadas à Lei de Poderes de Guerra dos Estados Unidos. Já no mercado específico sobre invasão, o apostador em questão, chegou a obter um retorno de 200% antes da queda acentuada das probabilidades.
Como intermediária, a Polymarket não assume posições financeiras nos mercados que hospeda, atuando apenas na conexão entre apostadores e na definição oficial dos resultados, com base em suas regras internas e em fontes consideradas confiáveis. Após a operação, os mercados ligados à Venezuela registraram forte volatilidade e as chances de invasão subiram inicialmente, mas caíram para menos de 5% depois que a plataforma decidiu não pagar o mercado.
Por outro lado, a Polymarket validou outro mercado semelhante, que tratava da presença de forças dos EUA no país e atualmente, mais de US$10,5 milhões seguem apostados em mercados relacionados a uma possível invasão da Venezuela. Este episódio inclusive, levantou suspeitas sobre o uso de informações privilegiadas em mercados de previsão e chegou ao Congresso dos Estados Unidos, onde o deputado Ritchie Torres anunciou a intenção de propor uma lei para restringir a participação de autoridades públicas nesses mercados.
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