Estudo contesta relação entre apostas e inadimplência e aponta crédito caro como principal causa
Levantamento da LCA mostra que bets têm baixo impacto no orçamento das famílias, enquanto juros elevados e crédito rotativo concentram o endividamento no Brasil.
Lucas Mendes em 15 de abril de 2026

Nas últimas semanas, o crescimento das apostas esportivas no Brasil, vem sendo apontado como principal responsável pelo aumento do endividamento familiar nacional. O assunto chegou a ser comentado pelo presidente Lula que na ocasião, comentou que por ele, proibiria as bets no país.
Porém, a LCA Consultoria Econômica divulgou um estudo na última terça-feira, 14, contestando essa narrativa e apontando onde estaria o problema do endividamento nacional. O estudo deixou claro que o endividamento está mais ligado ao sistema financeiro do que ao setor de apostas.
Conforme levantamento da SPA, o apostador brasileiro tem um gasto líquido medidor mensal de R$122, representando 3,3% da renda média individual e sendo considerado um impacto baixo no orçamento familiar. Já em uma escala macroeconômica, as apostas seriam referentes a 0,46% do consumo das famílias e cerca de 0,3% do PIB, números que reforçam a baixa relevância das apostas no cenário geral da economia familiar.
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O estudo da LCA ainda aponta que, ao comparar as bets com outros tipos de consumo, os brasileiros destinam mais valores as streamings, cerca de 0,86% e à compras de celulares e acessórios, 1,88%. Além disso, o perfil dos apostadores difere significativamente do grupo mais afetado pela inadimplência.
Enquanto o público das bets é majoritariamente masculino e jovem, com 85% dos usuários tendo até 40 anos, os inadimplentes são, em sua maioria, pessoas acima dos 41 anos e com distribuição equilibrada entre homens e mulheres. Sendo que, o verdadeiro fator do endividamento nacional, segundo o estudo, está no alto custo do crédito. Hoje, 29% dos brasileiros têm seus salários comprometidos com dívidas, muitas vezes concentradas em linhas de crédito emergenciais e de curto prazo.
Entre essas modalidades, o crédito rotativo do cartão se destaca como o principal vilão, com taxas que podem chegar a 438% ao ano, atingindo 64,5% da inadimplência nacional. Vale ainda destacar que, o Brasil possui uma das maiores taxas de juros reais do mundo, estimada em 9,51%, ficando atrás apenas da Turquia e superando países que enfrentam crises econômicas severas.
Logo, esse ambiente contribui diretamente para o aumento do endividamento e dificulta a recuperação financeira das famílias. Assim, fica bem claro como há vários pontos mais alarmantes e que são os verdadeiros fatores de endividamento nacional.
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