Mercados de previsão bloqueados no Brasil registraram 2,1 milhões de acessos no 1º trimestre de 2026
Mesmo sob incerteza regulatória, plataformas atraíram milhões de usuários no país e levaram o governo a endurecer medidas contra operações consideradas irregulares.
Thaynara Godinho em 29 de abril de 2026

Os mercados de previsão que foram recentemente bloqueados no Brasil somaram cerca de 2,18 milhões de acessos no primeiro trimestre de 2026. Os dados, compilados pela plataforma Aposta Legal, revelam que esses serviços já tinham presença relevante no país antes da ação do governo federal.
Ao todo, 27 domínios foram retirados do ar na última sexta-feira (24), após entendimento das autoridades de que parte dessas plataformas operava de forma irregular. Mesmo assim, nomes como Polymarket e Kalshi já vinham registrando forte adesão de usuários brasileiros.
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Segundo o posicionamento oficial, esses mercados oferecem contratos financeiros baseados em eventos futuros, o que, na prática, pode caracterizar apostas sem autorização no Brasil.
Entre os exemplos estão previsões sobre:
A Secretaria de Prêmios e Apostas avalia que, independentemente da nomenclatura utilizada, o modelo se aproxima das apostas de quota fixa, nas quais o usuário assume risco financeiro com base em probabilidades.
Vale destacar que a legislação brasileira proíbe apostas envolvendo eleições, ainda assim, ao menos cinco das plataformas bloqueadas ofereciam esse tipo de contrato.
Essas plataformas operam como ambientes de negociação. Neles, os usuários compram e vendem contratos ligados a eventos futuros.
O valor do contrato reflete a probabilidade de um resultado. Por exemplo:
Esse formato híbrido, que mistura lógica de mercado financeiro com apostas, está no centro do debate regulatório.
O levantamento também mostra forte concentração de tráfego. Apenas cinco plataformas foram responsáveis por 92,2% dos acessos totais.
A liderança ficou com a Polymarket, que registrou 1,46 milhão de visitas, quase dois terços do total.
Na sequência aparecem:
Mesmo sem operar oficialmente no Brasil, algumas dessas plataformas atraíram usuários locais, impulsionadas principalmente por lançamentos de contratos no exterior.
Outro dado relevante é que 10 das 27 plataformas bloqueadas tinham pouca ou nenhuma presença no Brasil. Entre elas estão empresas como Fanatics Markets e Novig.
O movimento indica uma mudança na postura das autoridades: em vez de agir apenas após o crescimento dessas operações, o governo passou a adotar bloqueios preventivos.
O Brasil não está isolado nessa abordagem. Países como França, Portugal, Holanda, Argentina e Colômbia também já adotam restrições a esse tipo de mercado.
O volume expressivo de acessos mostra que há demanda por esse tipo de produto no Brasil. Ao mesmo tempo, o enquadramento legal dessas plataformas ainda gera controvérsias.
Com o avanço da regulamentação das apostas no país, a tendência é que o tema ganhe ainda mais espaço nas discussões entre governo, empresas e usuários.
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