Pesquisa aponta que 83,47% dos beneficiários de programas sociais da Grande SP nunca usaram bets
Levantamento da Cruz Consulting mostra que 20% dos usuários banidos de plataformas legalizadas migraram para sites clandestinos.
Lucas Mendes em 11 de setembro de 2026

Créditos da imagem: Reprodução via Instagram
A ANJL encomendou um levantamento conduzido pela Cruz Consulting acerca de bets para beneficiários de programas sociais da Grande São Paulo. Segundo a pesquisa, 83,47% dos beneficiários de programas sociais federais da Grande São Pauloi nunca acessaram casas de apostas.
O levantamento mapeou o comportamento popular nas 39 cidades da região metropolitana nos dias 3 e 4 de setembro. A pesquisa foi divulgada na última quarta-feira, 9, e mostraram que apenas 3,9% dos entrevistados continuam ativos nesses sites, enquanto 12,63% assumem que já jogaram no passado, mas abandonaram a prática recentemente.
O estudo também apontou que 21,97% solicitaram a autoexclusão voluntária do sistema, enquando 5,,49% sofreram bloqueio direto imposto pelo governo. O cenário gera um efeito colateral preocupante, já que 20% das pessoas banidas das bets legalizadas acabou migrando para sites clandestinos.
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O levantamento ainda mostra que a grande maioria dos beneficiários de programas sociais nunca utilizou casas de apostas. O presidente da ANJL, Plínio Lemos Jorge, os indicadores exigem responsabilidade para não culpar o setor de jogos pela crise financeira da população.
"Quando falamos de endividamento, precisamos observar os números com cuidado e evitar generalizações. O endividamento das famílias brasileiras é um fenômeno complexo, que não pode ser automaticamente atribuído às apostas.
A pesquisa mostra que a grande maioria dos beneficiários de programas sociais entrevistados nunca utilizou plataformas de apostas. Ao mesmo tempo, o dado sobre migração para sites ilegais entre pessoas excluídas ou que solicitaram autoexclusão merece atenção, porque mostra a importância de combinar mecanismos de proteção ao apostador com o combate permanente às plataformas clandestinas”, afirmou o presidente da ANJL.
A pesquisa também cruzou dados sobre a relação de apostadores com o cenário político e 68,1% destes, afirmou que ainda joga ou que já utilizou os serviços no passado e acrescentaram que a posição de um candidato a favor ou contra as bets não seria um fator determinante para uma mudança de voto nas urnas.
A More in Commin/ Ipsos-Ipec, também divulgou uma pesquisa recente que apontou que o tema das Bets divide a opinião pública, mas não é tema para definir as eleições. Dos entrevistados, 58% dos brasileiros não mudariam de voto por conta do tema, enquanto outros 24% afirmaram priorizar candidatos que prometem impor limites ao setor.
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