Fazenda atualiza códigos de DARF e define cronograma de tributação progressiva para bets a partir de abril de 2026
Nova portaria reorganiza o recolhimento de impostos do setor de apostas, cria padronização obrigatória e impõe adaptação imediata das operadoras licenciadas
Thaynara Godinho em 23 de março de 2026

A Secretaria de Prêmios e Apostas publicou a Portaria nº 784/2026 no Diário Oficial da União, promovendo uma reformulação na estrutura tributária do mercado regulado de apostas de quota fixa no Brasil.
A medida estabelece novos códigos de arrecadação via DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais), padronizando o fluxo de pagamentos e reforçando o controle sobre a destinação dos recursos gerados pela indústria.
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Com vigência a partir de 1º de abril de 2026, a norma exige adequação imediata das operadoras licenciadas, principalmente nos setores financeiro e de compliance.
A nova portaria revoga normas anteriores e cria uma tabela única de códigos de receita, que passa a ser obrigatória para todas as empresas autorizadas a operar no país.
O principal destaque é o código 9197, destinado à Seguridade Social. Por meio dele, as operadoras deverão recolher:
O cronograma da tributação progressiva será aplicado da seguinte forma:
Na prática, isso cria um modelo escalonado de arrecadação, elevando gradualmente a carga tributária sobre as operadoras.
Outro ponto relevante da portaria é a criação do código 6524, destinado ao financiamento da saúde pública.
Por meio desse código, será direcionado:
A medida reforça a vinculação direta entre a atividade econômica das apostas e políticas públicas essenciais.
Para organizar o repasse às demais áreas estratégicas, o governo consolidou o código 5862, identificado como “Participação da União”.
Esse canal será responsável por distribuir os recursos arrecadados entre diferentes órgãos e setores, com destaque para:
Além desses, outros órgãos públicos também estão contemplados na divisão dos recursos.
Com a centralização e padronização dos códigos de arrecadação, a Fazenda busca aumentar a transparência e a rastreabilidade dos valores movimentados pelo setor de apostas.
A medida permite:
Na prática, o governo cria uma “trilha auditável” para acompanhar o destino de bilhões de reais gerados mensalmente pela indústria de iGaming no Brasil.
Com a entrada em vigor já em abril, operadoras precisarão revisar processos internos, sistemas fiscais e rotinas de pagamento.
A nova regra não apenas reorganiza a arrecadação, mas também eleva o nível de exigência regulatória, consolidando o modelo brasileiro como um dos mais estruturados em termos de controle e destinação de receitas no mercado global de apostas.
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