Governo quer levar debate sobre bets à OMS e propor regras semelhantes às adotadas contra o cigarro
Ministro da Saúde, Alexandre Padilha articula apoio internacional para restringir publicidade das apostas e ampliar medidas de combate aos impactos na saúde mental.
Lucas Mendes em 18 de maio de 2026

Créditos da imagem: Reprodução
Nesta semana, acontecerá uma reunião da OMS, Organização Mundial da Saúde, onde segundo informações, o ministro da saúde, Alexandre Padilha, irá propor que a entidade trate as casas de apostas e seus impactos na saúde como tratava o tabaco, há duas décadas. O ministro já está em Genebra e deu início à uma articulação internacional para propor uma resolução elaborada à questão das apostas.
Segundo o OCL Notícias, o objetivo de Padilla é conseguir apoio suficiente para limitar a publicidade e promoção das bets. Vale destacar que, um processo na OMS exige meses de trabalho e o governo acredita que essa proposta deve ser aprovada apenas no início de 2027.
Ao que se sabe, já houve conversas entre o ministro e o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesys, nos últimos dias. Com isso, essa semana deverá acontecer uma nova reunião, onde o ministro deve apresentar aos demais países e entidades de saúde, como o Brasil tem sido impactado com as bets.
“Queremos pautar internacionalmente esse tema. Queremos discutir medidas regulatórias”, afirmou Padilha em entrevista ao ICL Notícias.
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O governo espera que a OMS ajude a financiar estudos sobre o tem e que seja criado um projeto de regulamentação. O ministro afirmou que o Brasil tem como principal proposta, que a OMS aplique as mesmas regras aplicadas ao tabaco, onde barrou e modificou a publicidade de cigarros no mundo todo.
“O que mudou o tabaco foi restringir espaço e publicidade, inclusive no esporte. Vamos fazer o primeiro evento sobre o tema. É a primeira vez que o tema chega à OMS e a ideia é construir uma resolução com outros países”, acrescentou o ministro.
Brasil irá apresentar como lida com bets no país
Ainda nesta semana, o Brasil apresentará a maneira que lida com as bets no país e a forma que o Ministério de Saúde passou a ter participação direta no cenário. Na ocasião, serão citados os projetos que o governo tem criado para combater o vício em jogos, como o teleatendimento em saúde mental e a auto-exclusão.
Paddilla afirmou que atualmente, 400 mil brasileiros optaram pela auto-exclusão de seus cadastros em casas de apostas. No sistema, o usuário tem a possibilidade de bloquear o próprio acesso a todos os sites e plataformas de apostas no qual possui cadastro.
“Eu defendo que a gente trate o problema das bets como a gente tratou o problema do cigarro, enfrentando o problema da publicidade. Se as bets estão chegando às pessoas, queremos que o atendimento também chegue", concluiu.
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