Nova Jersey propõe taxa sobre apostas esportivas para bancar custos da Copa do Mundo de 2026
Estado norte-americano quer criar cobranças temporárias durante o Mundial, incluindo sobretaxa de 10% sobre receitas de apostas esportivas online ligadas ao torneio
Thaynara Godinho em 7 de maio de 2026

Legisladores de Nova Jersey apresentaram projetos de lei que criam novas cobranças temporárias para ajudar a custear os gastos da Copa do Mundo FIFA 2026. Entre as medidas propostas, a que mais chama atenção é a criação de uma taxa de 10% sobre a receita de apostas esportivas online relacionadas aos jogos da competição.
A iniciativa surge em meio à preocupação do estado com os altos custos operacionais para receber partidas do Mundial no MetLife Stadium, estádio que sediará oito confrontos, incluindo a grande final da competição.
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O pacote foi apresentado pelo senador Paul Sarlo no Senado estadual, enquanto uma proposta equivalente foi protocolada pelo deputado Michael Venezia na Assembleia Legislativa.
Segundo os textos, as cobranças seriam aplicadas entre os dias 12 de junho e 20 de julho de 2026, período oficial da realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos.
Além da taxa de 10% sobre receitas de apostas esportivas ligadas ao torneio, o pacote inclui outras cobranças temporárias voltadas principalmente aos visitantes que estarão na região durante a competição.
Entre as medidas previstas estão:
A proposta também prevê que moradores do estado possam solicitar créditos no imposto estadual referentes às taxas pagas durante o período da Copa.
As cobranças afetariam operadores de apostas esportivas, cassinos físicos, plataformas digitais e empresas ligadas ao setor de corridas de cavalos que explorem apostas relacionadas ao Mundial.
A proposta gerou resistência entre parlamentares de diferentes correntes políticas, principalmente por conta do aumento temporário de tributos e da falta de clareza sobre o custo total da realização da Copa.
O deputado Josh Gottheimer criticou a iniciativa e afirmou que “as comunidades não solicitaram aumento de impostos”.
Já o deputado estadual Christopher DePhillips declarou que a medida contraria promessas anteriores feitas pelo governo local sobre os custos do evento.
Outro crítico da proposta foi o deputado Al Barlas, que questionou a mudança de regras após os compromissos já assumidos para sediar o torneio.
O governo estadual defende que a medida é necessária para evitar que moradores arquem diretamente com os custos do evento. A administração da governadora Mikie Sherrill argumenta que as cobranças seriam direcionadas principalmente aos turistas e visitantes da Copa.
A porta-voz Maggie Garbarino afirmou que os residentes de Nova Jersey “não devem pagar a conta” para sediar partidas do Mundial.
A discussão ganhou ainda mais força após a divulgação de informações sobre os custos do transporte público durante a competição. A NJ Transit planeja cobrar até US$ 150 por viagens de trem entre Manhattan e o estádio durante os jogos, valor muito superior à tarifa convencional.
Segundo estimativas do governo estadual, apenas os custos de transporte de torcedores podem chegar a aproximadamente US$ 48 milhões, sem participação financeira direta da FIFA.
O debate em Nova Jersey reflete uma discussão cada vez mais comum entre cidades e estados que recebem grandes eventos esportivos: como equilibrar os ganhos econômicos com os custos públicos gerados pela competição.
Relatórios do Institute on Taxation and Economic Policy apontam que cidades-sede podem sofrer perdas relevantes em arrecadação fiscal devido a benefícios e isenções concedidos para realização da Copa.
Ao mesmo tempo, estudos indicam que os custos com segurança, infraestrutura, mobilidade e logística podem variar entre US$ 100 milhões e US$ 200 milhões por cidade-sede.
Enquanto isso, a FIFA projeta arrecadar cerca de US$ 11 bilhões com a Copa do Mundo de 2026, o que aumenta a pressão política sobre governos locais para encontrar formas de financiar suas operações sem ampliar o peso sobre os contribuintes.
Com a aproximação do torneio, o tema deve continuar no centro das discussões políticas e econômicas nos Estados Unidos nas próximas semanas.
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