26,3% dos lares brasileiros apostaram em 2025, aponta NielsenIQ
Estudo indica avanço das bets no orçamento familiar e impacto no consumo, especialmente entre jovens e classes médias.
Autor Desconhecido em 27 de março de 2026

A NielsenIQ Brasil compartilhou nesta semana um estudo que revelou que 26,3% dos domicílios brasieliros realizaram algum tipo de aposta ao longo do ano passado. Logo, esse dado específico mostra a consolidação das casas de apostas como parte importante nos gastos das famílias brasileiras.
O estudo apontou que 49% dos lares brasileiros enxergam a prática de apostas, com uma maneira de gerar renda extra, porém, 10% admitem transferir o valor destinado a despesas úteis para apostas. Conforme os dados, dentro do grupo que falamos a pouco, 47% apontam redução nos gastos com alimentos e 45,3% indicam impacto nas contas fixas, como energia, água e internet.

Esse levantamento aponta que o principal ajuste feito pelos consumidores é a diminuição na quantidade de produtos comprados, movimento observado em 60% das categorias analisadas. Para Gabriel Fagundes da NielsenIQ, as apostas já fazem parte da rotina e são concorrentes diretos do orçamento doméstico.
“Já havíamos identificado que apostar se tornou uma prática popular e comum na rotina do consumidor brasileiro. Agora, os números apontam também a dimensão que essa prática está tomando dentro dos gastos do domicílio e na renda dos apostadores.” Gabriel Fagundes, Líder de Insights para Indústria, NielsenIQ.
O estudo ainda pontou que a tradicional Mega-Sena, é a líder entre os lares apostadores com 15,8%, seguida pelo polêmico "Jogo do Tigrinho", com 7,7%. Apostas esportivas e o clássico jogo do bicho aparecem na sequência com 3,6% e 3,9% respectivamente.

Vale destacar que, se tratando do perfil dos apostadores, esse ranking varia um pouco, sendo o Tigrinho, mais presente entre pessoas mais jovens e de nível socioeconômico médio, enquanto a Mega-Sena é mais comum entre públicos acima dos 50 anos e com renda mais elevada. Em questão de regionalidades, o Nordeste é o líder em participação nas apostas com 29% dos lares, seguido pelo Sul, com 28,3%.
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Ainda de acordo com os dados, o relatório segmentou o perfil dos apostadores em três, sendo eles:
Ainda neste ponto, o estudo analisou também o impacto financeiro dos apostadores, apontando que que do “Tigrinho” gastam, em média, entre R$30 e R$100 por mês, representando de 1% a 7% da renda em lares com ganhos entre R$1.400 e R$2.800. Enquanto isso, na Mega-Sena o comportamento é mais esporádico, com 55,5% gastando até R$30 mensais.

Por fim, o estudo ainda mostrou o quanto as apostas têm afetado diretamente ao consumo brasileito, sendo que categorias consideradas não essenciais como cerveja, biscoitos e refrigerantes, registraram queda de participação nos lares brasileitos. Por outro lado, os atacarejos ganharam mais espaço e lideram como principal canal de compra dos lares brasileiros, se tornando a principal mudança no novo padrão de consumo nacional.

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