Proibição de bets legalizadas pode empurrar usuários para o mercado ilegal, diz ANJL
Entidade afirma que uma eventual proibição poderia aumentar a migração de apostadores para plataformas clandestinas.
Lucas Mendes em 19 de agosto de 2026

Créditos da imagem: Reprodução via Instagram
A ANJL, Associação Nacional de Jogos e Loterias, juntamente com o Grupo Globo, reuniram na última semana, personalidades brasileiras ligadas ao mercado de bets para debater pautas importantes sobre o tema. O seminário tinha como tema "Desafios pós-regulamentação do mercado de apostas" e abordou tópicos como, segurança, tributação e integridade esportiva após a regulamentação do setor no Brasil.
Parte do seminário foi dedicada a falar sobre a proteção aos apostadores, mas também incluiu mecanismos existentes no mercado regulado, além de desafios para garantir uma aplicação uniforme. Bernardo Freire, consultor jurídico da ANJL, classificou uma eventual proibição das bets legalizadas como "conivência com o crime" e alertou sobre o risco da migração de usuários para o mercado clandestino.
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“É conivência com o crime você querer proibir uma empresa legalizada quando não há qualquer fundamento, relevância ou urgência. As empresas do setor tomam muito cuidado com respeito à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), com a prevenção e o combate à lavagem de dinheiro e com a proteção de menores de idade.
Caso este mercado legal seja proibido, isso acaba empurrando os usuários para a ilegalidade, quando 40% da população já acessa o mercado ilegal. Este movimento irá jogar mais 60% no mercado ilegal. Não tem outro termo: é conivência com a queda da proteção contra a lavagem de dinheiro, com a queda da proteção contra o endividamento e com a queda da proteção contra a ludopatia”, afirmou Bernardo Freire.
Presidente da Associação e um dos convidados do seminário, Plínio Lemos, destacou a importância de descredibilização que o setor de bets vem sofrendo. Lemos afirmou ser "um momento importante na nossa indústria. Temos sofrido ataques diários. Queremos chegar ao grande público e mostrar as responsabilidades das bets".
Não sou economista, mas conseguimos perceber que alguns dados usados na mídia são inverídicos. Será que o endividamento das famílias brasileiras começou realmente em 2025? É isso que está parecendo. Este fato não pode prevalecer”, concluiu Lemos.
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