“Proibir apostas seria beneficiar criminosos”, diz executivo da Betano sobre mercado regulado no Brasil
Guilherme Figueiredo afirma que proibir bets favoreceria organizações criminosas, rebate críticas sobre endividamento e defende medidas de jogo responsável antes da Copa do Mundo.
Lucas Mendes em 11 de maio de 2026

Créditos da imagem: Reprodução via Instagram
Mesmo com o exponencial crescimento do mercado de apostas brasileiro e com a regulamentação acontecendo perfeitamente, as bets tem sido alvo recente de várias críticas do Governo Federal, que as vêem como principal motivo do endividamento nacional. Ainda hpa críticas ao mercado por conta do crescimento do vício em jogos, que causou um colapso também no Sistema de Saúde.
Para combater o cenário, o governo tem criado leis e projetos que buscam até proibir a veiculação de publicidade e patrocínios a equipes e eventos com ligação a bets. E no último sábado, a Veja publicou uma entrevista com Guilherme Figueiredo, um dos princiáis executivos da Betano, que afirmou veementemente que proibir as apostas seria beneficiar golpistas.
“Se isso acontecer, as organizações criminosas farão uma festa. As pessoas continuarão apostando. A questão é se farão em um canal legal ou em um ilegal", afirmou Figueiredo.
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Na entrevista, o executivo destacou que as apostas online não endividam os brasileiros e ainda citou que os brasileiros atualmente, também gastam com serviços de streaming e que eventos esportivos, como ir ao estádio, custam muito mais do que a média gasta em apostas. Porém, deixou claro que o mercado das apostas está totalmente aberto a discussão, a fim de que sejam esclarecidos todos os levantamentos recentes.
"Estamos abertos ao diálogo com todo mundo para esclarecer isso. A Confederação diz que as bets retiraram 148 bilhões de reais do consumo. Mas como isso é possível se o próprio governo aponta que faturamos 37 bilhões? O grande culpado pelo endividamento das famílias são os juros altos cobrados pelo crédito rotativo. Os brasileiros pagaram 689 bilhões de reais em juros no ano passado", acrescentou.
Ao ser questionado sobre o Desenrola 2.0 e as lmitações a beneficiados do programa, Figueiredo afirmou que o melhor caminho seria limitar o quanto cada apostador poderia apostar e adotar medidas educativas, priorizando o jogo responsável. Quando assunto foi para a estatística que que aponta que 20% dos apostadores têm menos de 24 anos de idade, Figueiredo foi incisivo em afirmar que as bets não são responsáveis pelo crescimento do vício, mas que isso aonctece pela cultura conectada da geração.
"Os jovens dessa idade já nasceram em um mundo digital, em que o celular foi a sua babá. Se, desde cedo, eles aprendem isso com os pais, aos 18 anos acharam natural continuar jogando on-line. Por isso, vejo mais como um vício em estar conectado do que em fazer apostas", afirmou o executivo.
Por fim, ao abrodar o tema de fraude no esporte, Figueiredo afirmou que as empresas licenciadas são as principais vítimas da manipulação de resultados e para combater, usam tecnologia avançada para identificarem qualquer movimentação suspeitas e deninciar os casos às autoridades. Para Figueiredo, apesar dos desafios regulatórios, o setor segue otimista, principalmente com a chega da Copa do Mundo, onde a expectativa é atrair novos clientes, transformando as apostas como parte da experiência de torcer.
"É importante que as pessoas acreditem na equipe e nas chances de conquistarmos o hexacampeonato. Durante uma Copa, muita gente tem contato pela primeira vez com as apostas on-line e passa a entender como funcionam. Os brasileiros estão acostumados a apostar. Basta ver os bolões. O vínculo da camisa da seleção à política, que vimos nos últimos anos, parece estar diminuindo. Tenho certeza de que esta Copa será forte o bastante para que nossa base de clientes continue crescendo. Espero que o Carlo Ancelotti nos traga o hexa", concluiu.
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