Quase 35% dos brasileiros apostaram durante a Copa do Mundo, revela levantamento da Klavi
Levantamento baseado em dados do Open Finance mostra que 34,8% dos brasileiros fizeram depósitos em casas de apostas durante o torneio.
Lucas Mendes em 1 de julho de 2026

Segundo levantamento divulgado pela Klavi, a parcela dos brasileiros que enviou algum valor financeiro para casas de apostas desde o início da Copa do Mundo, comrresponde a 34,8% da população nacional. O relatório tem base nos dados do Open Finance e é responsável a três vezes mais do que os 11% registrados em maio deste ano.
A Klavi usou como base, uma amostra da população brasileira com 1,2 milhão de pessoas e apontou que o volume de apostas cresceu durante a Copa. O valor médio demoisitado por usuário no último domingo, por exemplo, foi de R$272, contra uma média de R$188 nos dias anteriores ao torneio.
O maior pico de apostas ocorreu no dia 14 de junho, um dia após o jogo de estreia do Brasil contra o Marrocos, quando a média por apostador atingiu R$524. Todos os dados são referentes à transferências enviadas à casas de apostas legalizadas e não consideram valores destinados ao mercado clandestino.
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O estudo ainda apontou que a maioria dos depósitos (60%) nos sites de apostas, ocorrem depois das 18h, período em que acontecem a maioria dos jogos da Copa, contra apenas 105 no período matinal. Esse também é o horário onde existe um maior padrão de jogo problemático, segundo evidências ambulatoriais.
Diversos países adotam regras mais rígidas para a publicidade de apostas, com restrições de horário, eventos esportivos e uso de figuras públicas para reduzir a exposição de crianças. No Brasil, a legislação impõe apenas exigências sobre o formato dos anúncios, como avisos sobre os riscos do jogo, enquanto o Ministério da Fazenda fiscaliza o setor e pode aplicar multas de até R$2 bilhões por irregularidades.
Durante a transmissão do torneio, a CazéTV passou a ser investigada pelo Ministério da Justiça por suspeitas de práticas abusivas em anúncios de apostas e foi criticada por promover palpites esportivos durante a cobertura. Em resposta, a emissora afirmou que já adotou mudanças para atender às preocupações do governo e do Conar.
Por outro lado, o Ministério da Justiça também monitora a Globo e o SBT pela exibição de propagandas de apostas em horários de grande audiência. As emissoras afirmam que cumprem a legislação vigente.
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