Clubes discutem apoio a Flávio Bolsonaro após proibição das bets
Insatisfação de dirigentes com o fim das apostas esportivas teria levado equipes a discutir um posicionamento político nas eleições de 2026; Corinthians aparece entre os clubes citados
Thaynara Godinho em 7 de outubro de 2026

A decisão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir as apostas esportivas no Brasil pode ganhar novos desdobramentos no futebol. Nos bastidores, clubes estariam discutindo a possibilidade de declarar apoio público a Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República em 2026.
A informação foi divulgada pelo jornalista Rodolfo Schneider, da BandNews TV, durante o programa X da Questão, nesta terça-feira (06). Segundo ele, as conversas envolvem equipes que demonstraram insatisfação com a decisão do governo e com os impactos provocados pelo encerramento do mercado regulado de apostas.
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Entre os clubes mencionados está o Corinthians, além de dirigentes que já teriam feito críticas à medida adotada pelo Executivo.
De acordo com Schneider, não existe, até o momento, um apoio oficial dos clubes citados à candidatura de Flávio Bolsonaro. As discussões estariam ocorrendo internamente e ainda não resultaram em uma manifestação pública das equipes.
O jornalista afirmou que houve conversas sobre a possibilidade de clubes que se posicionaram contra a decisão do governo também assumirem uma postura política durante o processo eleitoral.
O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, também foi citado no contexto das críticas feitas por dirigentes. Segundo Schneider, outros presidentes de clubes teriam demonstrado descontentamento com a forma como a proibição das bets foi conduzida.
A possível aproximação entre parte dos clubes e a candidatura de Flávio Bolsonaro surge em um momento de forte impacto econômico para o futebol brasileiro. As empresas de apostas se tornaram importantes patrocinadoras de equipes, competições e propriedades esportivas nos últimos anos.
Flávio Bolsonaro defende retomada das apostas esportivas
Durante o programa, Rodolfo Schneider também relembrou o posicionamento de Flávio Bolsonaro sobre o mercado de apostas.
Segundo o jornalista, o candidato declarou que pretende voltar a permitir as apostas esportivas no país caso seja eleito presidente da República.
A proposta, entretanto, teria uma diferença em relação ao modelo que vinha sendo discutido antes da proibição: os cassinos on-line continuariam proibidos.
Com isso, modalidades de jogos digitais associadas aos cassinos virtuais, como o popularmente conhecido “Jogo do Tigrinho”, não seriam incluídas em uma eventual retomada das apostas esportivas.
Proibição das bets entra no debate eleitoral
A decisão de interromper o mercado de apostas também passou a provocar discussões dentro do próprio campo político do governo Lula.
Ainda segundo Schneider, integrantes da campanha petista avaliam os possíveis efeitos eleitorais da medida, adotada em um período próximo ao primeiro turno das eleições de 2026.
A proximidade entre a decisão e o calendário eleitoral ampliou o debate sobre os possíveis impactos políticos da proibição, especialmente diante da relação construída entre as empresas de apostas e o futebol brasileiro.
Sidônio Palmeira é citado nas articulações do governo
Rodolfo Schneider também afirmou que integrantes do governo atribuem ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, influência no convencimento do presidente Lula para adotar uma proibição mais ampla do setor.
A informação, caso confirmada, coloca a comunicação do governo no centro das discussões sobre uma das decisões que mais afetam atualmente a indústria esportiva e de entretenimento ligada às apostas.
Enquanto isso, eventuais manifestações políticas dos clubes ainda dependem de decisões internas. Até o momento, não há confirmação oficial de que Corinthians, Flamengo ou outras equipes tenham decidido apoiar formalmente Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.
O cenário, porém, mostra que a proibição das bets ultrapassou a discussão regulatória e econômica e passou a ocupar também o espaço político e eleitoral, com o futebol brasileiro potencialmente envolvido no debate.
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