Fluminense se une ao Flamengo e exibirá mensagem contra banimento das bets em clássico
Rivais levarão a frase “Proibir não é proteger” aos uniformes no Fla-Flu deste domingo, no Maracanã. A iniciativa ocorre após a medida provisória do governo que proíbe a operação e a publicidade das casas de apostas no Brasil
Thaynara Godinho em 10 de outubro de 2026

Rivais levarão a frase “Proibir não é proteger” aos uniformes no Fla-Flu deste domingo, no Maracanã. A iniciativa ocorre após a medida provisória do governo que proíbe a operação e a publicidade das casas de apostas no Brasil.
O Fluminense se juntará ao Flamengo no movimento contra o banimento das casas de apostas esportivas no Brasil. No clássico deste domingo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro, os dois clubes entrarão em campo com a frase “Proibir não é proteger” estampada no espaço destinado aos patrocinadores máster de seus uniformes.
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A iniciativa amplia o protesto iniciado pelo Flamengo no empate contra o Santos, quando o clube rubro-negro substituiu a marca de sua patrocinadora pela mesma mensagem. Agora, o Fluminense também aderirá à campanha, em um movimento articulado entre as empresas Betano e Superbet, que patrocinavam os dois times antes da publicação da medida provisória pelo governo federal.
A decisão de exibir a mensagem foi tomada após o entendimento entre a Superbet e o Fluminense. O clube aceitou a solicitação da patrocinadora e utilizará o espaço principal da camisa para manifestar oposição às restrições impostas ao setor de apostas.
Na partida contra o Coritiba, a equipe tricolor havia adotado outra alternativa para o uniforme. Na ocasião, a marca da casa de apostas foi substituída pela Superscore, aplicativo do mesmo grupo empresarial voltado à divulgação de estatísticas de futebol em tempo real.
A adesão ao protesto, portanto, representa uma nova estratégia de comunicação enquanto o cenário regulatório permanece indefinido.
O presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, afirmou que o clube não está procurando um novo patrocinador máster e pretende manter a parceria com a Superbet. A posição considera a possibilidade de mudanças nas regras, seja por decisões judiciais ou por discussões no Congresso Nacional.
A frase “Proibir não é proteger” também passou a aparecer em placas de publicidade estática nos estádios brasileiros. Outras mensagens elaboradas por empresas do segmento foram exibidas durante a rodada do Campeonato Brasileiro, como parte de uma mobilização para ampliar o debate público sobre as consequências da proibição.
A campanha busca chamar a atenção para os impactos da medida provisória sobre o mercado de apostas esportivas, incluindo os contratos comerciais firmados com clubes de futebol.
Com a participação de Flamengo e Fluminense no clássico, a mensagem ganhará ainda mais visibilidade em uma das partidas de maior repercussão do futebol nacional.
Além da manifestação nos uniformes, Flamengo e Fluminense estão entre os clubes que recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para solicitar participação no processo relacionado à medida provisória.
Os times pediram para atuar como amigos da corte, instrumento jurídico que permite a entidades e instituições contribuir com informações e argumentos relevantes para a análise de uma questão judicial, sem necessariamente se tornarem partes principais do processo.
A iniciativa aproxima os clubes do posicionamento defendido pelas empresas de apostas, que buscam a suspensão dos efeitos da medida governamental.
Apesar das restrições estabelecidas pela medida provisória, os contratos de patrocínio entre os clubes e as respectivas casas de apostas não foram rompidos. A manutenção dos acordos demonstra que as partes ainda aguardam uma definição sobre os próximos passos da questão.
No caso do Fluminense, a decisão de preservar a parceria com a Superbet indica que o clube considera possível uma mudança no cenário atual.
Após o Fla-Flu deste domingo, o time tricolor deverá voltar a exibir a marca da Superscore em seu uniforme.
Enquanto o debate avança na Justiça e no Congresso Nacional, a mobilização de clubes e empresas mantém o tema em evidência no futebol brasileiro. O clássico entre Flamengo e Fluminense será mais um palco para a discussão sobre os efeitos da proibição das bets e o futuro dos patrocínios esportivos no país.
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