Força-tarefa federal bloqueia mais de 13 mil bets ilegais no Brasil
Operação coordenada pelo Ministério da Fazenda e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública também retirou do ar milhares de perfis usados para divulgar plataformas clandestinas; valores retidos chegam a R$ 1,3 bilhão
Thaynara Godinho em 7 de outubro de 2026

A força-tarefa criada pelo governo federal para combater as bets ilegais no Brasil ampliou o cerco às plataformas que operam fora das regras estabelecidas pelas autoridades. Em apenas 12 dias, 13.241 endereços eletrônicos foram encaminhados para bloqueio, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (06).
A operação é conduzida pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, em conjunto com o Ciberlab, da Secretaria Nacional de Segurança Pública. Com o avanço das medidas contra o mercado clandestino, a média chegou a aproximadamente 1.103 sites identificados e enviados para bloqueio por dia.
Leia também
Flamengo prepara protesto contra proibição das bets e pode estampar frase na camisa diante do Santos
Clubes discutem apoio a Flávio Bolsonaro após proibição das bets
O trabalho ganhou força após a entrada em vigor da nova medida provisória que determinou a proibição das operações do setor de jogos no país.
Além de identificar e bloquear os sites, a força-tarefa passou a atuar diretamente sobre os canais utilizados pelas plataformas para conquistar usuários.
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a ofensiva também resultou na solicitação de retirada de 3.552 perfis e grupos encontrados em redes e aplicativos como Telegram, TikTok, WhatsApp e Discord.
Juntos, os canais alcançavam aproximadamente 17,2 milhões de seguidores e eram utilizados para promover plataformas consideradas clandestinas.
A estratégia busca reduzir não apenas o acesso aos sites, mas também a capacidade dessas empresas de continuar atraindo apostadores por meio das redes sociais e de comunidades digitais.
O levantamento financeiro realizado durante o bloqueio das plataformas também chamou a atenção das autoridades.
Atualmente, aproximadamente R$ 1,3 bilhão permanece retido, valor que deverá ser devolvido aos usuários que ainda possuem recursos nas contas das operadoras. Ao todo, 26,5 milhões de apostadores estão relacionados aos valores que precisam ser restituídos.
A distribuição do dinheiro, porém, é bastante concentrada. Segundo os dados apresentados pelo governo, 1% dos usuários concentra cerca de 80% do total que permanece bloqueado.
A movimentação financeira também levou as autoridades a aprofundarem as investigações sobre possíveis crimes relacionados às plataformas clandestinas.
Entre os casos identificados estão 48 contas com valores entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão. Esses registros passaram a ser analisados para verificar eventual relação com organizações criminosas e outras atividades ilícitas.
Na outra ponta, o levantamento aponta a existência de 86,2 milhões de registros com saldo inferior a R$ 1. O número não corresponde necessariamente à quantidade de pessoas, já que um mesmo usuário pode possuir contas em diferentes plataformas.
O processo de restituição dos recursos avançou após o encerramento do período para que os próprios apostadores solicitassem o saque dos valores disponíveis.
O prazo terminou às 23h59 de segunda-feira (05). A partir de agora, as operadoras passam a ter uma nova obrigação dentro do cronograma estabelecido pelas autoridades.
As empresas deverão encaminhar até o fim desta quarta-feira (07) informações como CPFs dos usuários, valores ainda disponíveis e dados das contas de origem para as instituições financeiras responsáveis pelos pagamentos.
Depois dessa etapa, os bancos terão o período entre 9 e 14 de outubro para realizar as devoluções de forma automática.
Nos casos em que houver problemas cadastrais, inconsistências ou qualquer impedimento técnico que impossibilite o crédito direto ao apostador, os recursos terão outro destino.
O dinheiro deverá ser encaminhado para a Caixa Econômica Federal, que ficará responsável pela administração e pelo pagamento das restituições que não puderem ser concluídas diretamente pelas instituições financeiras.
A partir de 14 de outubro, a Caixa passa a concentrar esses pagamentos pendentes.
O cronograma ocorre paralelamente à ofensiva contra as plataformas clandestinas e reforça a estratégia do governo de retirar do ambiente digital empresas consideradas irregulares, interromper seus canais de divulgação e recuperar os valores que permanecem nas contas dos usuários.
🔞 O jogo não é a sua realidade e o resultado de sua aposta não te define como uma pessoa bem ou mal-sucedida. Procure ajuda psicológica e conheça o que é a Ludopatia. Jogue com responsabilidade. Ministério da Fazenda adverte: Aposta não é investimento.
NOTÍCIAS SOBRE APOSTAS
VER TUDOVer tudoQUER FICAR INFORMADO(A) SOBRE O MUNDO DAS APOSTAS?
Receba atualizações em primeira mão sobre o mercado das apostas, análises de jogos e muito mais.
Jogue com responsabilidade
Aposta não é investimento
O acesso ao Portal BetInfo é proibido para menores de 18 anos. O jogo pode ser divertido, mas sem controle, torna-se um problema. Aposte com consciência! Não nos responsabilizamos por perdas ou danos. Cada jogador deve cumprir as leis vigentes e nossos termos. O jogo, sem responsabilidade, pode causar prejuízos. Mais informações na página de Jogo Responsável.
Precisa de ajuda? Acesse: www.gamcare.org.uk ou www.netnanny.com
© 2025 Portal BetInfo. Todos os direitos reservados.