Operação Falsa Las Vegas bloqueia R$5,2 bilhões de esquema de bets ilegais ligado ao PCC
Polícia Civil e MP de São Paulo investigam lavagem de dinheiro, uso de “laranjas” e exploração do Tigrinho e Jogo do Bicho.
Lucas Mendes em 29 de maio de 2026

Na última quinta-feira, 28, a Polícia Civil e o MInistério Público de São Paulo realizaram uma operação contra um grupo criminoso suspeito de operar casas de apostas ilegais e lavar dinheiro por empresas de fachada e "laranjas". A investigação apontou que o esquema explorava jogos proibidos como, Tigrinho e o Jogo do Bicho, além de usar contas bancárias de terceiros para ocultar movimentações financeiras.
A ação foi batizada de "Operação Falsa Las Vegas" e é um desdorbramento da Operação Falso Mercúdio, que investigava crimes financeiros e conseguiu bloquear judicialmente R$6 bilhões em contas ligadas a pessoas físicas e jurídica, com supostos vinculos com o PCC. Na nova operação, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreenção, além de cinco mandados de prisão preventiva, além da solicitação do MP para ploqueio de bens, contas bancárias, veículos e imóveis ligados aos investigados.
A força-tarefa divulgou um balanço que foram squestrados 76 imóveis e bloqueados mais de R$5,2 bilhões em patrimônio de pessoas físicas e jurídicas envolvidas na investigação. As investigações apontam que o grupo possui uma estrutura sofisticada para aparentar legalidade nas apostas ilegais e possuia duas casas de apostas, uma legal e uma clandestina.
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A plataforma legalizada, "Aposte Fácil", ligada à APF tecnologia, operava sobre a licença da LOTERJ e tinham os processamentos financeiros realizados pela Riopag, fazendo com que transmitisse legalidade nas operações. Porém, paralelamente os investigados mantinham a plataforma clandestina "Black Vegas", hospedada no exterior e voltada à exploração de jogoso proibidos como o polêmioc Tigrinho e o "Jogo do Bicho".
Os pagamentos eram realizados por pix e direcionados a empresas intermediárias como estratégia para dificultar restreamento das receitas. Segundo as investigações, a sede da ASX Oarticipações e Tecnologia funcionava como uma espécie de centro operacional do esquema.
Na sede, foram apreendidos cadernos com anotações financeiras, documentos ligados às casas de apostas, além de registros ligados ao fornecimento de máquinas de pagamento. A polícia aponta que a organização criminosa tinha suas funções dividadas onde, um grupo era responsável pelos jogos e legais enquanto outro, coordenavam as partes financeiras como os repasses e movimentações bancárias.
Segundo os investigadores, havia ainda uma lavagem de dinheiro ligado a depósitos fracionados e uso de empresas de fachada e "laranjas". Uma das empresas usadas para o esquema era o Grupo IRKA, visto como o elo financeiro entre a cassa de apostas ilegal e integrantes do PCC.
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